“TERAPIA: qualquer método que tenha como objetivo identificar as causas e os sintomas de problemas físicos, psíquicos ou psicossomáticos e, por meio de um tratamento adequado, restaurar a saúde e o bem-estar do paciente.”(Dicionário Michaelis Online, 2021)
Vivendo em um cenário tão conturbado e desafiador como o atual, não é incomum encontrar pessoas dominadas pela dor, pela angústia, pela raiva, pelo desânimo ou até mesmo pela depressão. A revistaForbesrelata que o Brasil já estava, segundo a Organização Mundial da Saúde, entre os países com a maior taxa de ansiedade mesmo antes da pandemia, quando a Covid-19 chegou para agravar ainda mais a situação.
Paralelamente a essa realidade atual — e provavelmente por muito tempo ainda —, observamos um crescimento exponencial no interesse pela saúde integral, que aborda as questões físicas, mentais e emocionais do ser humano. A procura por terapeutas aumentou 400% durante a pandemia, de acordo com o maior site de recrutamento do país, o GetNinjas, que também acrescenta que esse cenário afetou a saúde mental da população em geral, incluindo aqueles que não foram infectados.
A humanidade precisa de abrigo e cura, alerta Robson Pinheiro!
Este artigo tem como objetivo esclarecer quais são as ferramentas importantes para quem deseja acolher as pessoas, já se dedica à cura ou quer começar a oferecer soluções eficazes para a saúde das pessoas.
MEDICINA INTEGRATIVA E TERAPIA INTEGRATIVA
Você já deve ter ouvido falar que problemas psicológicos e emocionais podem causar doenças físicas, certo? O contrário também pode acontecer: mudanças no nosso corpo podem levar a complicações psicológicas, como depressão e ansiedade. É aí que entra a medicina integrativa, que cuida de todas as dimensões do paciente como um todo.
Portanto, essa abordagem busca integrar todas as influências que podem afetar o ser humano: físicas, mentais, emocionais, sociais, espirituais e ambientais. Isso significa que, quando o paciente se apresenta no consultório com alguns sintomas, são analisados diversos fatores, como a mente e o espírito, independentemente de a queixa inicial ser física ou psicológica.
Assim como na medicina integrativa,as terapias integrativas e a psicobioenergéticaabordam o indivíduo como um todo. Essas técnicas têm como objetivo proporcionar mais qualidade de vida, promovendo equilíbrio, bem-estar e harmonia, melhorando o sistema imunológico e a autoestima, além de liberar ideias e crenças limitantes, aumentando assim a qualidade de vida da pessoa, entre inúmeros outros benefícios.
Magnetismo, bioenergética, hipnoterapia e programação neurolinguística são exemplos de práticas terapêuticas integrativas.
MAGNETISMO: UMA PODEROSA FERRAMENTA TERAPÊUTICA
Em 2017, o magnetismo — ou a prática da imposição de mãos, termo adotado pelo Ministério da Saúde — passou a fazer parte do SUS como modalidade consolidada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), estando atualmente presente em 3.173 municípios, abrangendo 88% dos estabelecimentos dedicados à atenção primária.
Entre os diversos tratamentos utilizados para o reequilíbrio bioenergético, o magnetismo é um dos recursos que mais tem contribuído, de forma muito eficaz, para ajudar aqueles que buscam a saúde integral, conforme relatado por Joseph Gleber no livro *Medicina da Alma*, psicografado por Robson Pinheiro. O autor refere-se ao magnetismo animal ou mesmerismo, uma técnica desenvolvida pelo médico alemão Franz Anton Mesmer (1734-1815), segundo a qual os seres vivos são dotados de um fluido magnético com poderes curativos, capaz de ser transmitido de um corpo para outro por contato ou proximidade física.
Ainda assim, segundo Joseph Gleber, essa energia poderosa pode atuar na reconstituição eletromagnética do corpo espiritual, ou perispírito, bem como do corpo vital, ou duplo etérico. Esse método pode ser empregado por meio de diversas formas, desde a simples imposição das mãos até várias técnicas desenvolvidas por eminentes magnetizadores do passado.
As passagens longitudinais, ou grandes correntes, por exemplo, quando aplicadas na região do sistema nervoso central e do córtex cerebral, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio orgânico, tendem a destruir parasitas e larvas astrais que possam estar ligados a essa delicada região, onde as energias dos dois planos da vida interagem. Da mesma forma, quando aplicadas na testa, produzem resultados benéficos na psique, desbloqueando os canais de energia pelos quais circula o elemento divino – a energia cósmica ou prana, para os hindus –, que irriga a fisiologia energética dos seres humanos.
Os movimentos rotativos aplicados nos diferentes chakras, quando realizados com o conhecimento adequado, podem infundir neles os fluidos revitalizantes responsáveis por seu funcionamento harmonioso, de acordo com as necessidades de cada um. Assim, quando os chakras ficam momentaneamente paralisados por desequilíbrios gerados pelo homem, tais movimentos podem despertar os pontos de apoio energéticos para suas atividades sagradas.
Canalizada pela coroa, a energia superior começa a penetrar no cosmos interior, irrigando harmoniosamente todos os chakras. Dessa forma, promove a elevação vibracional desses centros energéticos, que passarão a funcionar como dínamos geradores de energia divina.
É importante ressaltar que o magnetismo utilizado nos processos de cura, nas passagens magnéticas, não é da mesma natureza que o magnetismo observado no ímã e em outros materiais. Joseph Gleber esclarece que:
No plano dos fluidos, ou dimensão astral, é comum encontrar uma matéria que vibra mais intensamente do que no plano físico; e essa matéria astral, podemos dizer, é basicamente fluida, diferente da matéria do plano físico, e de caráter magnético, sendo facilmente moldada pela ação da mente, por meio do pensamento.
A existência desse plano eletromagnético na natureza poderá, no futuro, ser reconhecida pela ciência, assim como suas fontes, e ser utilizada em maior amplitude por meus colegas cientistas e terapeutas.
Por ser composta de fluidos que vibram em diferentes estados de existência, o magnetismo próprio dessa matéria astral — utilizado em processos de cura após as transformações pelas quais passa — não é o mesmo magnetismo que atrai limalhas de ferro, mas continua sendo uma força magnética, embora em outra escala vibratória, atuando em um processo de harmonia em todas as manifestações de energia ou fluidos, quando canalizada para a saúde do ser humano, produzindo campos bioelétricos que ativam os chakras, o conjunto de plexos e todo o sistema circulatório do corpo físico. Essa propriedade do fluido magnético também explica a ação dos remédios homeopáticos e florais, em sua íntima relação com os corpos mais sutis. (Robson Pinheiro. Medicina da Alma, 1997, p. 197-198)
COMPREENDENDO A CIÊNCIA POR TRÁS DAS TERAPIAS INTEGRATIVAS E DA PSICOBIOENERGÉTICA
Assim como as ciências oficiais de hoje resultaram da evolução do pensamento e das teorias aplicadas por outros ramos do conhecimento, as chamadas terapias integrativas também evoluíram e se estruturaram a partir de muitas outras observações em diferentes áreas. Com base em material derivado de experiências antigas expressas em certas verdades científicas, as abordagens integrativas e psicoenergéticas são hoje o resultado de muitas hipóteses levantadas, pesquisas realizadas e considerações formuladas sob os auspícios da ciência moderna ou mesmo de disciplinas mais antigas.
Podemos afirmar, com plena convicção, que todas as ciências avançam a cada dia, com base em teorias e hipóteses formuladas e testadas por pensadores de diferentes épocas. O mesmo se aplica à terapia integrativa, e muitas de suas abordagens, ou vertentes, estão gradualmente ganhando valor e reconhecimento entre outras escolas científicas. Estruturada nas chamadas paraciências e manifestações de energia, sem, no entanto, desconsiderar os avanços científicos e as descobertas laboratoriais, a psicobioenergética também surge como um campo digno de crédito.
Para essa nova disciplina, das terapias integrativas, a energia é um dos denominadores comuns de todos os fenômenos, mesmo que estes escapem ao seu âmbito de investigação. É o caso da rica fenomenologia mediúnica e paranormal, que, embora possa ser abordada pela nova ciência e até mesmo abrigada em seus postulados, faz parte de uma ciência ainda mais ampla: a ciência do espírito. Portanto, para a terapia integrativa ou psicoenergética e outras subdisciplinas que venham a surgir ou estejam sendo desenvolvidas, fenômenos inexplorados de imensa e indiscutível riqueza, sejam eles físicos ou não físicos, merecem um lugar especial, sempre com foco no ser energético e transpessoal.
Segundo Robson Pinheiro, em seu livro*Energia*, Paracelso chamou essa realidade energética, ou psicobioenergia, de “arqueo”; Francisco Racanelli a apresentou sob o nome de “energia biorradiante”; entre os hindus, era conhecida como “acasa”; pelos hebreus, como “aor”; e, segundo Paul Kammerer, como “energia fisionuclear” e “energia formativa”. Esses são exemplos, entre muitos outros, que a descreveram e catalogaram brilhantemente ao longo dos séculos.
Nesse sentido, cabe à nova disciplina integrativa divulgar e utilizar, em uma escala ainda mais ampla, o que já era conhecido, percebido e concebido por um número imenso de estudiosos. Somente muito recentemente, na história da humanidade pós-revolução científica, a realidade energética humana foi reconhecida — ainda que não oficialmente —, mas revelada e pesquisada por um grande grupo de estudiosos, que preenchem a lacuna entre as descobertas científicas modernas e o conhecimento trazido das eras remotas da humanidade.
Por fim, a realidade da bioenergia, ou psicobioenergética, é cada vez mais reconhecida e explorada por diferentes escolas, em diversas regiões do planeta, inclusive por expoentes da medicina tradicional, bem como nos tratamentos das chamadas ciências emergentes.
PSICOBIOENERGÉTICA: RESPONSABILIDADES DO CONSULTOR
A psicobioenergética também abrange, como já mencionado, as áreas psicológica e emocional, mental e comportamental.
Na ânsia de definir suas metas pessoais, seus objetivos e suas conquistas, é importante lembrar que qualquer conquista na vida se deve, antes de tudo, a uma decisão individual, que surge quando a pessoa se permite desfrutar de algo que lhe faz bem. Outro fator essencial que entra em jogo é a chamada motivação. É possível alcançar metas e objetivos como resultado dos próprios esforços, mas é preciso sempre se perguntar: que tipo de prazer pessoal isso trará para a minha vida?
Você terá mais disposição para lutar por suas metas e objetivos e estará mais disposto a se permitir vivenciar resultados positivos exatamente no momento em que o prazer e a satisfação forem, em todos os sentidos, reconhecidos como participantes íntimos de seus projetos. Então, sim, haverá força para continuar a jornada e aprofundar cada passo em busca do que você deseja.
UNINDO TERAPIAS PARA UM ATENDIMENTO CONTÍNUO
Na maioria das vezes, as terapias energéticas, por si só, não são capazes de restaurar os danos causados aos corpos físico e emocional dos indivíduos — como acontece com qualquer terapia, aliás. Portanto, é altamente recomendável associar técnicas de energização e transferência bioenergética aos tratamentos convencionais, sem desconsiderar os avanços alcançados pela medicina e pela ciência tradicional. Ressalta-se, portanto, que os métodos integrativos e psicobioenergéticos, pelo menos por enquanto, são complementares às metodologias convencionais e não substitutos da ciência médica.
OUTRAS ABORDAGENS EFICAZES: HIPNOTERAPIA
“A hipnoterapia é o conjunto de técnicas que induzem a pessoa a atingir um estado de consciência intensificado, o que permite a mudança de comportamentos indesejados.”(Ministério da Saúde,PICS, acessado em 27/03/2021)
A aplicação da hipnose como ferramenta terapêutica — ou hipnoterapia, nos termos adotados pelo Ministério da Saúde — também está consolidada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), adotada pelo SUS em 2017.
De acordo com Thiago Porto, um hipnoterapeuta reconhecido internacionalmente, a hipnose é a capacidade de acessar uma camada mais profunda da mente (chamada de subconsciente) e, assim, ter acesso a todos os programas mentais que ali existem. Segundo Porto, antes de ampliar a compreensão sobre o que é a hipnoterapia, é importante entender como esse acesso é feito e observar os benefícios de se trabalhar nessa camada, principalmente como a vida de uma pessoa pode melhorar a partir disso.
1. Em primeiro lugar, precisamos entender a mente humana, que é onde a hipnose atua:
– A mente é uma representação do nosso cérebro.
– O cérebro é uma máquina que produz sinapses.
– As sinapses são programas mentais que determinam nossos comportamentos, tanto aqueles que são bons para nós quanto aqueles que são ruins (compulsões, medos, tristeza, desânimo, raiva etc.).
– O comportamento de uma pessoa, ou seja, a maneira como ela age em uma determinada situação, é o que determina o sucesso ou o fracasso em sua vida.
2. A seguir, para compreender a mente, vamos dividi-la em três camadas; é importante ressaltar que a hipnose atua apenas no subconsciente.
Consciente:armazena programas mentais que são percebidos e controlados: força de vontade, pensamentos lógicos, racionais, analíticos e críticos. Consiste em todos os comportamentos e desejos que uma pessoa pode controlar; por exemplo, quando você decide se atende ou não uma ligação de um número desconhecido no celular ou quais roupas vestir no dia… você deseja não atender a ligação e controla o desfecho da situação (se vai atender ou não); você percebe o desejo de usar uma roupa ou outra e decide qual escolher (seja qual for o critério de decisão: porque combina melhor com a agenda do dia, porque a previsão do tempo está determinando isso ou, racionalmente, porque você quer).
Subconsciente:armazena programas mentais mais profundos, que são percebidos, mas não controlados: basicamente, programas emocionais, hábitos… e, embora essa pessoa gostasse de não sentir essa emoção — que causa dano —, ela não consegue mudar o desfecho da história nem alterar a emoção que sente, mesmo sabendo que ela é prejudicial; essa pessoa está lidando com uma programação mental subconsciente.
Inconsciente:ele armazena programas mentais ainda mais profundos, que não são percebidos nem controlados: programas mentais que cuidam da saúde e da fisiologia. Por exemplo, enquanto você está lendo este texto, suas unhas estão crescendo, seu cabelo está crescendo (talvez) e seu sistema imunológico está combatendo alguma inflamação por aí… Você certamente não percebe nem controla essas ações, mas acredite em mim: há sinapses em sua mente fazendo isso acontecer.
3. Agora, precisamos entender o que é a atenção.
Existem vários sistemas naturais em ação na mente, e um deles é o sistema de atenção. Considere que cada pessoa dispõe de uma cota de 100% de atenção para utilizar e que essa cota é distribuída entre as camadas consciente e subconsciente. Quanto mais atenção dedicarmos a uma dessas camadas, mais recursos estarão disponíveis (consciente: raciocínio lógico, aprendizagem, análise, pensamento crítico, força de vontade etc. / subconsciente: controle emocional, comportamentos, hábitos, desejos etc.) e maior será o consumo de energia (glicose*) nessa camada.
* Quando uma programação mental é ativada, ou seja, quando uma sinapse é ativada, o cérebro queima glicose, que está disponível no sangue como fonte de energia.
Na maior parte do dia de um adulto, podemos considerar que sua cota de atenção se divide em cerca de 80% para o nível consciente e 20% para o subconsciente. Isso ocorre porque as responsabilidades da vida adulta exigem mais atenção às funções conscientes: raciocínio, pensamento e análise crítica. Assim, ao dedicarmos menos atenção ao subconsciente, podemos controlar ou acessar menos funções desse nível, o que geralmente é suficiente para os diálogos internos.
4. Por fim, a hipnose:
A hipnose é a capacidade de direcionar mais atenção para o subconsciente de maneira controlada. É simples assim. E vários sistemas fisiológicos permitem essa transferência, como o estresse ou a sobrecarga do sistema nervoso, o relaxamento, o colapso dos padrões racionais, etc.
Quando uma pessoa direciona mais atenção para o subconsciente, ela passa a ter maior acesso aos recursos desse nível. Consequentemente, ela tem menos acesso aos recursos conscientes durante o período de hipnose, mas nunca fica inconsciente.
Portanto, a hipnoterapia pode ajudar na reprogramação emocional, no tratamento de traumas, de comportamentos indesejados e na regressão à memória, além de tratar sintomas psicossomáticos.
OUTRAS ABORDAGENS EFICAZES: PNL
Você já parou para pensar em como o seu cérebro funciona? Como você aprende, como toma decisões? Por que você se emociona, entra em conflitos, sabota a si mesmo? A Programação Neurolinguística (PNL) busca responder a essas e outras perguntas.
Em resumo, a PNL é uma área do conhecimento que se baseia na compreensão da nossa neurologia, linguagem, psicologia e antropologia para entender nossa programação mental. Isso significa que a PNL oferece recursos para compreender como o ser humano funciona e se relaciona, a fim de agir de acordo com esses preceitos.
O profissional de PNL, antes de tudo, internaliza a filosofia da PNL. Isso permite que você lide melhor com seus próprios processos, com inteligência emocional e autoconhecimento. Ao se relacionar com outras pessoas, o profissional de PNL utiliza a PNL para compreender a estrutura da outra pessoa, seja como um todo ou em um contexto específico.
Além disso, a aplicação da PNL envolve diversas técnicas que ajudam a resolver conflitos.
A PNL é indicada para qualquer pessoa que esteja buscando recursos para lidar com seus próprios processos e se dar bem com qualquer pessoa. É um conhecimento muito útil para quem deseja compreender as estratégias engenhosas das pessoas e reproduzi-las, bem como entender as situações que levam a conflitos e como resolvê-los.
A PNL pode ser incorporada a qualquer área profissional — é por isso que a abordamos aqui —, já que todos precisamos nos autogerenciar e obter resultados das outras pessoas. De gerentes, supervisores, vendedores e profissionais de RH a psicólogos, terapeutas, médicos, advogados e professores, todos podem se beneficiar do conhecimento e dos métodos da PNL.
Existem muitos “mapas” que tentam explicar como os seres humanos funcionam. A PNL vai além disso, pois, considerando a analogia dos sistemas que apresentam mapas, pode-se dizer que a PNL busca ensinar cartografia. Afinal, a programação neurolinguística é uma ferramenta muito eficaz para compreender a si mesmo, aos outros e à sociedade como um todo.
